Comissão avalia atuação dos governos no combate a incêndios florestais

Divulgação
Mão com luva segura as patas de uma onça queimadas em incêndio no Pantanal
ONGs criticam demora do governo para combater o fogo e socorrer animais feridos

A comissão externa que acompanha o enfrentamento de queimadas no Brasil reúne-se nesta terça-feira (6), às 10h30, para avaliar as ações dos órgãos governamentais no combate aos incêndios florestais que assolaram o País nos últimos meses.

O debate será virtual e poderá ser acompanhado por meio do portal e-Democracia.

Na quarta-feira passada, o coordenador-substituto do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Setzer, disse aos parlamentares que, desde janeiro, houve aumento de 195% no número de queimadas detectadas no Pantanal comparando com o mesmo período 2019. “Em 2020 o número de focos já ultrapassou qualquer outro ano que tínhamos registrado na série histórica, desde 1998”, comparou.

Já representantes de organizações não governamentais (ONGs) ouvidos na sexta-feira passada pela comissão reclamaram da lentidão do governo em lidar com o incêndio do Pantanal, que, segundo eles, era previsível, diante do início precoce da seca na região, em janeiro/fevereiro.

No fim de setembro, ambientalistas já tinham denunciado a falta de ação do governo federal e dos governos do Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul no combate ao fogo no Pantanal.

Visita in loco
Uma comitiva de deputados visitou as localidades atingidas pelos incêndios no Pantanal  e se reuniu com entidades, bombeiros e gestores em busca de soluções para a emergência ambiental.

Imagens e vídeos registrados pelos parlamentares e suas assessorias mostram um Pantanal devastado, com o céu encoberto pela fumaça, o chão seco, animais mortos ou gravemente feridos e ainda sobreviventes em busca da pouca água que restou em poças.

Debatedores
Desde então, a comissão vem promovendo diversas audiências sobre o combate às queimadas. Desta vez, foram convidados para discutir o assunto:
– o secretário-executivo-adjunto do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Lunardelli Novaes;
– representantes dos ministérios da Defesa e da Justiça; e
– representantes das secretarias de Meio Ambiente do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

 

 

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS

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