Deputados alertam para a necessidade de ampliar a vacinação contra a gripe

André Santos/Prefeitura de Uberaba-MG
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A vacinação este ano começou mais cedo, em razão da pandemia de coronavírus

Até o dia 14 de março deste ano, foram registrados 320 casos de H1N1, Influenza B e H3N2, resultando em 29 mortes no Brasil. Apesar de o Ministério da Saúde ter iniciado a vacinação contra a gripe mais cedo este ano, deputados alertam para o número insuficiente de doses e o risco de o sistema de saúde ficar ainda mais sobrecarregado num período em que precisa dar conta da pandemia de coronavírus.

O deputado Eduardo Braide (Pode-MA) informou que a capital do seu estado, São Luís, enfrenta um surto de H1N1 que está sobrecarregando o sistema hospitalar.

“Tem um surto de H1N1 aqui que acabou o lote da vacina já no primeiro dia e faço aqui o apelo e o reforço ao Ministério da Saúde para que possa ser restabelecida, o mais rápido possível, essa vacinação, porque já houve mais de 10 mortes confirmadas aqui em nosso Estado por conta do H1N1”, disse.

O deputado Fred Costa (Patriota-MG) também alertou para os riscos da falta de vacina contra a gripe em seu estado.

“Tenho recebido a chamada de vários prefeitos do estado de Minas Gerais requerendo que possam receber mais vacinas da gripe, porque muito embora o Ministro da Saúde tenha se esforçado, venha se esmerando, não está chegando de forma suficiente nos municípios”, observou.

Calendário
Por causa da pandemia do coronavírus, este ano o Ministério da Saúde adiantou o calendário de vacinação da gripe, começando a imunização no dia 23 de março, com prioridade para idosos e trabalhadores da saúde. A partir de 16 de abril, a prioridade é para professores e agentes de segurança. Na terceira fase da vacinação, a partir de 9 de maio, serão prioritárias crianças de seis meses a seis anos de idade, pessoas de 55 a 59 anos, gestantes, adolescentes de 12 a 21 anos cumprindo medidas socioeducativas e presos.

Apesar de não ter eficácia contra o coronavírus, a vacinação contra a gripe é fundamental para reduzir a procura pelos serviços de saúde, além de facilitar o diagnóstico, já que os sintomas das duas doenças são parecidos.

Em 2019, o Brasil registrou cinco mil e 800 casos de H1N1, Influenza B e H3N2, que resultaram em 1.122 mortes.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS

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