Coronavírus é duro para o SUS e brasileiro tem de fazer sua parte, diz ministro

Vinícius Loures/Câmara dos Deputados
As ações preventivas da vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus. Ministro de Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Mandetta alerta para risco de sobrecarga do sistema de saúde

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o coronavírus (covid-19) tem baixa letalidade, mas pode sobrecarregar os sistemas de saúde. “O vírus é extremamente duro; ele derruba é o sistema de saúde. Se ele não tem uma letalidade individual elevada, ele tem uma letalidade ao sistema de saúde”, disse.

Isso porque, segundo o ministro, o aumento do número de casos tem ocorrido de forma abrupta. “Você tem um começo dos casos reportados, mas logo depois uma espiral de casos, que leva muitas pessoas aos ambientes hospitalares”, afirmou.

Mandetta participa da comissão geral que discute as ações preventivas da vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil no enfrentamento do coronavírus (covid-19). Ele afirmou que há 34 casos brasileiros confirmados.

Pandemia
O ministro disse também que o governo brasileiro já trata a doença como uma pandemia e está rediscutindo o orçamento para liberar recursos adicionais ao combate à doença.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia de coronavírus (Covid-19) nesta quarta-feira (11). Integrantes da OMS afirmaram que haverá um aumento ainda maior do número de casos registrados, de mortes e de países afetados pela doença nas próximas semanas.

O desafio, segundo o ministro da Saúde, é fazer bom uso dos recursos hospitalares e resguardar o grupo que pode desenvolver a versão aguda da doença: idosos e pessoas com doenças associadas. Mandetta afirmou, por exemplo, que cancelar as aulas pode expor mais os idosos. “Quem vai ficar com as crianças que não estão na escola? Os avós”, afirmou.

Prevenção
Ele disse ainda que o caso de coronavírus do Distrito Federal deve ser tratado como “emblemático”, já que foi necessária uma ação judicial para forçar o marido da paciente internada a fazer o exame e submeter à quarentena. Para Mandetta, o brasileiro precisa fazer a sua parte no combate à doença.

“Se o marido se recusa a permanecer em isolamento, circula dentro do hospital, se recusa a fazer o exame ao ponto de ter que pedir ordem judicial, se for esse tipo de comportamento será muito difícil não termos curvas de ângulo muito agudo”, disse.

Segundo ele, os brasileiros precisam mudar os seus hábitos para conter o vírus: lavar as mãos, não visitar pessoas idosas, entre outros hábitos.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS

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