Comissão externa fará cinco audiências sobre Covid-19 nas próximas semanas

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Comissão Externa destinada a acompanhar ações preventivas da vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus - Reunião Técnica. Dep. Dra. Soraya Manato (PSL - ES)
Soraya Manato (telão) reclamou da falta de testes e equipamentos de proteção em seu estado

A comissão externa que discute ações de combate à pandemia de Covid-19 fará cinco audiências públicas nas próximas semanas. Os debates devem começar com uma análise sobre a atual situação da pandemia no País e perspectivas para seu enfrentamento.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) espera compreender melhor como a pandemia deve se comportar nos próximos meses. “Não podemos tomar atitudes a partir de uma posição dividida, se achamos que a pandemia está acabando ou vai aumentar. Precisamos unificar nossa análise”, afirmou.

As outras audiências serão sobre:

  • situação dos equipamentos de proteção individual (EPIs) no Brasil;
  • opções terapêuticas para a covid-19;
  • balanço sobre diagnóstico no Brasil e avaliação sobre testes;
  • pessoas com Benefício de Prestação Continuada (BPC) e auxílio emergencial do governo; e
  • parâmetros de leitos de UTI sendo abertos e análise para futuros hospitais de campanha.

A maioria das sugestões foi feita pelo coordenador do colegiado, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ).

Testes e equipamentos
Durante reunião da comissão nesta quarta-feira (15), a deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES) cobrou do Ministério da Saúde esclarecimentos sobre como está sendo feita a distribuição de EPIs e de testes para verificar a infecção pelo vírus. “O meu estado não está conseguindo comprar respiradores. Não podemos permitir que algumas regiões sejam privilegiadas em detrimento de outras”, ressaltou.

Muitos parlamentares da região Norte reclamaram da dificuldade de garantir UTIs e EPIs para a população local em meio à pandemia. A deputada Patricia Ferraz (Pode-AP) afirmou que o Amapá já entrou em colapso. Segundo ela, o estado é o primeiro proporcionalmente no número de infectados. “O governo inaugurou 13 UTIs, mas não são suficientes. Já estamos pedindo um hospital de campanha com 100 leitos. Temos a expectativa do hospital universitário com outros 32 leitos, mas está crescendo de uma forma muito complexa”, disse.

Reuniões
O colegiado deve reunir-se três vezes por semana, de terças às quintas pela manhã. A sugestão veio da relatora, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), para dar mais celeridade às audiências públicas e à análise de projetos de combate à Covid-19. “Queria propor reuniões mais curtas. A pandemia exige trabalho diário. Proponho audiências mais curtas, mas que sejam tocadas ao longo de duas semanas”, disse.

Segundo Teixeira Jr., a próxima semana será a única com apenas duas reuniões em virtude do feriado do dia da Inconfidência (21).

O colegiado definiu uma lista de projetos de consenso para serem encaminhados ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para inclusão na pauta do Plenário. Alguns deles já tinham sido colocados como prioridades de votação por Maia na semana passada, mas ainda não foram analisados.

Um deles (PL 1409/20), por exemplo, prevê medidas imediatas para garantir a saúde e a preservação da vida dos profissionais considerados essenciais ao controle de doenças. O autor, deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), afirmou que a taxa de infecção e de morte de profissionais de saúde é alarmante e é preciso promover ações emergenciais.

Ministério da Saúde
Um grupo de deputados da comissão esteve na tarde desta quarta-feira no Ministério da Saúde para conversar com o ministro Luiz Henrique Mandetta. O coordenador da comissão, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., chegou a comentar o pedido de demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira. Mas no meio da tarde, Mandetta recusou a saída do subordinado, informando que ambos só sairiam juntos da pasta.

Fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS

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